Primeiro nevão de 2016

2016-01-06 Neve SE (8)
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Penhas da Saúde, 6 de Janeiro de 2016

Uma série de semanas de tempo atipicamente quente e seco foi finalmente interrompida e com o novo ano chegou a tão esperada neve à Serra da Estrela. Apenas por dois dias a montanha ficou coberta com um manto branco. Depois as temperatudas voltaram a subir e a neve desapareceu quase tão depressa como apareceu.

Estrelinha-de-Poupa (Regulus regulus)

2015-11-29 Estrelinha de poupa SE (2)
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Piornos, Serra da Estrela, 17 de Novembro de 2015

A Estrelinha-de-Poupa é uma das mais pequenas aves que ocorre em Portugal, sendo bastante semelhante à Estrelinha-de-Cabeça-Listada e por vezes difícil de detectar. Ocorre em zonas florestais e pode ser observada de Novembro a Março, pois é uma espécie invernante no nosso país.

Carvalho-Alvarinho (Quercus robur)

2014-09-13 Carvalho Alvarinho (Quercus robur) (1)
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Parque Florestal da Covilhã, Serra da Estrela, 13 de Setembro de 2014

Esta árvore de folha caduca e grande porte já foi outrora a árvore dominante das florestas portuguesas. No entanto, a acção humana alterou profundamente as florestas e hoje dominam as plantações de pinheiro-bravo e de eucalipto.

Esta espécie autóctone continua porém a ser dominante em bosques caducifólios, como os carvalhais. Tem preferência por habitats húmidos em regiões de clima temperado, com solos siliciosos e frescos.

Salgadeiras

2014-06-14 Serra da Estrela (21)
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Planalto Superior da Serra da Estrela, 14 de Junho de 2014

Esta é uma das pequenas lagoas de altitude designadas como Salgadeiras, as quais representam um importante habitat aquático integrado na Reserva Biogenética que abrange sobretudo o Planalto Central da Serra da Estrela.

Melro-das-Rochas (Monticola saxatilis)

2015-07-04 Melro das Rochas SE (18)
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Lagoa Comprida, Serra da Estrela, 4 de Julho de 2015

O Melro-das-Rochas é uma ave estival bastante rara em Portugal, exclusiva das zonas montanhosas do norte e centro do país, e por isso de difícil observação. No entanto, a plumagem colorida do macho faz com que seja facilmente identificável quando observado. Alimenta-se de insectos e bagas que captura nas rochas e vegetação rasteira. Constrói o ninho em forma de taça num buraco de rocha ou numa parede rochosa.

Este migrador estival, chega ao nosso país em Abril e regressa em Setembro às áreas onde inverna. Frequenta zonas rochosas de altitude com grandes penedos, afloramentos ou fragas e com matos pouco desenvolvidos.

Libelloides longicornis

2015-06-27 Libelloides longicornis SE (20)
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Lagoa Comprida, Serra da Estrela, 27 de Junho de 2015

Embora tenha algumas semelhanças com as libélulas, este bonito insecto de asas rendadas e antenas longas pertence à família Ascalaphidae da ordem Neuroptera. São animais diurnos que voam sobretudo em dias solarengos de Junho a Agosto, ocorrendo em locais secos e quentes muito expostos, nomeadamente em prados. Alimentam-se de moscas e pequenos insectos que capturam em vôo.

Outono no Bosque de Faias de S. Lourenço

2015-11-07 Faias S Lourenço SE (32)
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Serra da Estrela, Manteigas, 7 de Novembro de 2015

Quando chega o Outono, este lugar mágico veste-se de tons amarelos, castanhos e vermelhos e torna-se um destino apetecível para fotógrafos, caminhantes e amantes da natureza. Esta densa floresta de faias (Fagus sylvatica) foi plantada pelos Serviços Florestais de Manteigas no início do século XX e representa o maior bosque desta espécie na Serra da Estrela.

Lagoa do Peixão

2015-09-27 Lagoa do Peixão SE (21)
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Maciço Central da Serra da Estrela, 27 de Setembro de 2015

Também conhecida por Lagoa da Paixão, esta bela lagoa natural em pleno Maciço Central da Serra da Estrela situa-se na bacia do Vale da Candeeira a 1670m de altitude e é de origem glaciar. No enquadramento desta lagoa destaca-se um imponente afloramento rochoso designado por Fragão do Poio dos Cães.

Lagartixa-de-Montanha (Lacerta monticola montícola)

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14 de Junho de 2014, Planalto Central da Serra da Estrela
A lagartixa de montanha (Lacerta monticola) é um endemismo da Península Ibérica, da qual existem 3 subespécies. A subespécie Lacerta monticola monticola é exclusiva da Serra da Estrela, cuja população se encontra restrita ao seu Planalto Central, estando portanto isolada geograficamente das suas congéneres espanholas: as subespécies L. monticola cantabrica e L. monticola cyreni).

O seu estatuto de conservação em Portugal é classificado como vulnerável sobretudo devido ao isolamento da espécie que pode ter como consequência a perda de variabilidade genética. A crescente presença humana no planalto central e a perda de habitat devido a incêndios são também ameaças à continuidade da espécie.